Caminho por Cocal do Sul, passando pela capela de Nossa Senhora de Fátima e Substação da Casan.
🔸O CEU informa que o terreiro está fechado por tempo indeterminado, incluindo os atendimentos com os pretos-velhos.
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Tentaram nos convencer de que terreiro é lugar apenas de reza e silêncio.
Mas, para um povo que sofre tentativas diárias de apagamento, manter a nossa existência é o maior ato político que existe.
O projeto colonial nunca acabou, ele apenas mudou de roupa.
Antes, o Estado invadia os barracões e apreendia os nossos tambores.
Hoje, o extremismo planeja criar leis silenciosas para nos sufocar e nos varrer do mapa.
Bate um cansaço absurdo no peito quando ligamos a televisão, OU abrimos a internet e vemos as nossas casas de axé sendo ameaçadas, os nossos direitos sendo questionados e o nosso chão sendo tratado como algo menor.
Defender o direito básico de existir exaure a alma.
Mas a nossa ancestralidade nos ensinou a arte da sobrevivência.
Os nossos mais velhos não chegaram até aqui apenas rezando, eles articularam, sentaram em mesas de decisão e lutaram politicamente para que a nossa fé não fosse extinta.
Fizeram a gente acreditar que política e religião não se misturam, para que a gente fechasse os olhos rezando enquanto eles criavam leis para nos calar.
Terreiro mudo corre o risco de virar museu.
A ARMADILHA DO ISOLAMENTO.
Existe um discurso moralista muito perigoso rondando a nossa comunidade.
É a ideia de que "o sagrado não deve se envolver com as coisas do mundo".
Essa é, sem tirar nem pôr, a armadilha perfeita do colonizador.
Quando nos isolamos dentro do barracão, virando as costas para os conselhos de bairro, para a prefeitura e para as votações, nós deixamos o caminho livre para que o extremismo religioso decida o nosso destino.
Um terreiro nunca foi apenas um templo, ele é uma embaixada, um quilombo, um espaço político de sobrevivência.
Quando uma casa 'de axé distribui alimento na rua, quando acolhe e aconselha quem o Estado abandonou e quando exige respeito das autoridades para tocar o seu tambor em paz, isso é fazer política na sua forma mais ancestral e pura.
Política é a manutenção do povo.
A nossa espiritualidade não nos quer encolhidos, com medo de incomodar.
Exú é o senhor das praças e do mercado.
Defender o nosso chão, a nossa cultura e os nossos direitos com voz firme não ofende o sagrado, é a garantia de que os nossos netos ainda terão um lugar seguro para saudar os ancestrais.
O atabaque não pede desculpas para tocar.
A nossa existência não deve pedir licença para existir.
A pressão de viver sempre na 'defensiva contra a sociedade cansa e adoece.
No terreiro, o preto velho não apenas cura a sua dor, ele devolve a sua clareza política e existencial para que voce saiba exatamente onde pisar sem abrir mão de quem você é.
Racismo religioso, umbanda, ancestralidade e a defesa do nosso chão sagrado.
Sempre que alguém diz que as pessoas de axé não deveriam falar sobre política ou se envolver em questões civis porque o sagrado não se mistura com o profano, essa pessoa está assinando o projeto que a colonização desenhou para nós.
O colonizador adora um povo que sofre calado, de olhos fechados, apenas rezando, enquanto eles mesmos ocupam as cadeiras de poder e canetam leis que ameaçam as nossas vidas e as nossas casas.
Nós fomos, e ainda somos, alvo de um projeto de apagamento.
O racismo religioso que nos ataca hoje com violência, demonizando os nossos assentamentos e tentando expulsar as nossas comunidades dos bairros, é o filho direto do sistema que prendia os nossos avós de santo na época da ditadura e que confiscava os nossos atabaques para as delegacias.
A nossa fé não chegou até aqui apenas por milagre invisível.
Ela chegou até aqui porque os mais velhos tiveram uma astúcia política brutal.
Eles fundaram as irmandades, negociaram com autoridades, esconderam o ouro debaixo do altar e garantiram o espaço territorial onde, hoje, nós temos o privilégio de cantar.
Um terreiro é muito mais do que um templo.
Ele é um pólo de distribuição de comida, de alfabetização invisível, de acolhimento psicológico e de preservação da cultura popular.
Manter essa estrutura viva, num país que muitas vezes torce pela nossa extinção, exige que a gente abra o olho.
Exige que a gente cobre os nossos direitos, sente nas mesas dos conselhos, ocupe as ruas e não tenha vergonha do próprio tamanho.
Nós não precisamos pedir licença para existir.
Texto por: @bakuloterapia
Em nossa Casa buscamos nos manter fiéis às Leis e Fundamentos da UMBANDA como passada, ensinada e praticada por seus Dirigentes Espirituais. O C.E.U.P.T.C.I. tem por missão o desenvolvimento e estudo das potencialidades humanas de seus praticantes e frequentadores. Com uma visão filosófica voltada à prática da vida e suas relações, o CEUPTCI, promove encontros públicos e privados além de vivências pautadas em uma visão espiritual!
Caminho por Cocal do Sul, passando pela capela de Nossa Senhora de Fátima e Substação da Casan.
Caminho por Cocal do Sul, virando a direita na XIII cruz, em direção ao Rio Perso.
Passando pela Substação de energia e a Igreja Nossa Senhora da Saúde.
Permanecer na SC 445 em direção a Siderópolis
Lembre-se que aqui é um ambiente religioso, por isso pedimos que use roupas que estejam
condizentes com o local. Evite conversas durante a sessão, lembre-se do propósito do
ambiente e mantenha a concentração, reze.
Evite: decotes, transparências, roupas curtas,
shorts (mulher) e bermudas (homens).
Para que você se sinta mais seguro, separamos algumas dúvidas que são muito frequentes nos terreiros de Umbanda. Se você não nos conhece, você pode conferir abaixo como funciona aqui no CEUPTCI.
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