Caminho por Cocal do Sul, passando pela capela de Nossa Senhora de Fátima e Substação da Casan.
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3° EN-CARNA-CEU - Saiba mais
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O seu samba de sábado é tão sagrado quanto sua reza de sexta.
por que a dicotomia entre sagrado e profano é uma invenção colonial para te enfraquecer.
O colonizador separou o altar da rua.
O ocidente cristão inventou que deus mora no silêncio, na culpa e no sagrado fechado entre quatro paredes. Para eles, tudo o que está fora (o profano, a rua, a festa, o corpo) é pecado ou distração, mas Exù não mora na igreja. Exú mora na boca da rua. Se você acha que deus não samba, seu deus é muito pequeno.
O corpo na festa.
O mestre Luiz Antônio Simas ensina:
“A festa não é alienação. A festa é a brecha no sistema. O corpo que samba, que bebe e que ri está produzindo vida contra uma estrutura que quer produzir morte. A gira profana (o samba, o churrasco, a resenha) é a continuação da gira sagrada. O axé não acaba quando o atabaque para.”
A produção de Nguzu.
Na visão bantu, Nguzu (a força vital) circula no movimento. A tristeza estagna o espírito. A alegria movimenta o Moyo (alma). Quando você está na roda de samba, feliz, batendo na palma da mão, você está se recarregando espiritualmente. O riso é uma reza. O suor da dança é um banho de descarrego.
Performance é rito.
Leda Maria Martins nos lembra que a nossa memória está no corpo que performa. Não existe separação entre o corpo que incorpora o caboclo e o corpo que samba na avenida. é o mesmo território sagrado. O profano (aquilo que está fora do templo) também ensina. A rua é escola. O copo é ferramenta. A risada é ponto riscado.
O santo de gesso.
Tem médium/kavalu que sai do terreiro e vira fiscal da alegria alheia. "Ah, fulano é do santo, não devia estar bebendo." Pare com esse puritanismo cristão. Ancestral não quer boneco de cera. Ancestral quer gente viva. Quem só tem axé quando está vestido de branco, na verdade não tem axé nenhum; tem figurino.
Quem não sabe brincar, não sabe rezar.
Exú é a comunicação, o mercado e a rua. Ele não pede licença para ser feliz. Se você não consegue encontrar o sagrado num gole de cerveja dividida com os amigos, você não entendeu nada sobre a espiritualidade de chão. A vida acontece lá fora. O terreiro só te prepara para vivê-la.
Santifique sua rua.
Vá para o samba.
Vá para o bar.
Vá para o parque.
Mas vá inteiro.
Leve seu ancestral no coração e Exú na postura. Não se divida entre "o eu religioso" e "o eu da festa". Seja um só. Onde seus pés pisam, o sagrado pisa junto.
QUEM ACHA QUE TERREIRO É O ÚNICO LUGAR DE AXÉ, NÃO ENTENDEU NADA DE EXÚ.
Fomos educados numa lógica binária e cristã:
De um lado, o Sagrado (a igreja, o silêncio, a pureza, a alma).
Do outro, o Profano (a rua, o barulho, a carne, o pecado).
Essa divisão é uma armadilha colonial para castrar a nossa potência (Nguzu).
Na cosmovisão Bantu e Afro-brasileira, essa fronteira não existe.
O mundo é o corpo de deus (Nzambi). Tudo é sagrado, desde que feito com ética e vitalidade.
O mestre Luiz Antônio Simas nos ensina que a festa não é o oposto da reza. A festa é outra forma de reza.
A “Gira Profana”, aquela que acontece no samba, no boteco, na esquina, é onde a comunidade se fortalece, onde os laços se criam e onde a alegria cura as feridas do racismo e da exploração diária.
O colonizador quer você triste. Ele quer você produtivo e culpado.
Quando você ocupa a rua e ri alto, você quebra a engrenagem.
A alegria preta, como diria Fanon nas entrelinhas, é uma tecnologia de defesa psíquica. É a prova de que não conseguiram matar a nossa humanidade.
Não seja o “santo de gesso” que julga quem se diverte.
Ancestral é vida pulsante.
Se o seu corpo sabe incorporar na sexta, ele também deve saber sambar no sábado.
Ambos são rituais de conexão. Ambos são Afrografias (escritas do corpo), como ensina Leda Maria Martins.
Não deixe seu Axé trancado na casinha dos Exus. Leve ele para passear.
A rua ensina. O copo ensina. A risada ensina.
Santifique a sua festa.
Ouça seus mortos.
Texto por: Renato Arêas (instagram @bakuloterapia)
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Seu "gosto" com o carnaval é cúmplice do projeto da extrema direita.
Carnaval não é delírio, é lucidez.
A alegria é a mais antiga das políticas.
festejar é organizar o que parecia impossível.
O excesso é a denúncia da escassez.
Há coisas que só existem quando se juntam.
Festejar também é reza.
Onde o corpo ocupa a rua vira altar.
O carnaval revela.
Seu preconceito com o carnaval é elitismo disfarçado de gosto pessoal.
Seu preconceito com o carnaval é um pacto com o fundamentalismo religioso.
A alegria e a ordem vivem no tumulto.
Ah, mas nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno…”
Vamos pensar um pouco juntos.
Esse meio-termo também é político.
Não é sobre gosto pessoal.
É cultura. É política.
E isso inclui você, "progressista desconstruíde", que jura não ser conservador enquanto repete discursos que fragilizam o coletivo.
Nem na festa existe neutralidade.
Atentem às falas, ao que se naturaliza e, sobretudo, a quem essas posições servem.
As falas escolhem lados.
Seu "gosto pessoal" pode estar alinhado com coisas que você, por vezes, em plenos pulmões, jura combater.
Viva o Carnaval!
Texto por: Antônio Benedito Nicodemo
Em nossa Casa buscamos nos manter fiéis às Leis e Fundamentos da UMBANDA como passada, ensinada e praticada por seus Dirigentes Espirituais. O C.E.U.P.T.C.I. tem por missão o desenvolvimento e estudo das potencialidades humanas de seus praticantes e frequentadores. Com uma visão filosófica voltada à prática da vida e suas relações, o CEUPTCI, promove encontros públicos e privados além de vivências pautadas em uma visão espiritual!
Caminho por Cocal do Sul, passando pela capela de Nossa Senhora de Fátima e Substação da Casan.
Caminho por Cocal do Sul, virando a direita na XIII cruz, em direção ao Rio Perso.
Passando pela Substação de energia e a Igreja Nossa Senhora da Saúde.
Permanecer na SC 445 em direção a Siderópolis
Lembre-se que aqui é um ambiente religioso, por isso pedimos que use roupas que estejam
condizentes com o local. Evite conversas durante a sessão, lembre-se do propósito do
ambiente e mantenha a concentração, reze.
Evite: decotes, transparências, roupas curtas,
shorts (mulher) e bermudas (homens).
Para que você se sinta mais seguro, separamos algumas dúvidas que são muito frequentes nos terreiros de Umbanda. Se você não nos conhece, você pode conferir abaixo como funciona aqui no CEUPTCI.
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